A Equipa MIT

mit1A história da equipa do MIT de Blackjack faz já parte do mundo popular de blackjack, graças à sua imortalização no filme “21”, que se baseia na história destes alunos do Massachusetts Institute of Technology. Contudo, antes de avançar para jogar num casino de Las Vegas ou Atlantic City, a equipa MIT trabalhou diligentemente para aperfeiçoar o sistema de contagem de cartas, estratégia básica assim como todo o processo de representação no casino. Era realmente efectuado uma bateria de rigorosos testes de forma a testar o nível de resistência à distracção da contagem de cartas.

 

Os casinos sabem que o Blackjack é vulnerável, porque em temos matemáticos é realmente possível ultrapassar a vantagem da casa, o que não acontece com a larga maioria dos seus jogos. Contudo, contam com o erro humano do jogador e a  incapacidade de resistir  à distracção naturais do ambiente de casino é esperado que esta vantagem não seja realmente usada a favor do jogador.

A base do sucesso da equipa MIT era  contar de cartas, através do sistema Hi-Lo, mas possuíam outras armas no seu arsenal. Eram excelentes praticantes da estratégia básica, e aprimoram  a fórmula de estratégia e variação de apostas de acordo com a contagem de cartas.Também, o factor disfarce em equia foi levado a sério. Cada jogador assumia uma identidade falsa e encarnavam a personagem em pleno casino. Cada papel tinha um objectivo bem definido, desde ao observador a um grande apostador.

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Na verdade, foram criadas várias equipas de contagem de cartas, que se foram sucedendo no MIT à medida que os jogadores iam criando as suas próprias empresas. O seu reinado durou boa parte da década de 90,e é lendário o fim-de-semana em que ganharam 400 mil dólares em Las Vegas.

Os casinos já tinham muita experiência com contadores de carta antes de chegar a equipa do MIT, e nomes como Edward Thorp e Keith Thaft já tinham criados grandes problemas como contadores de cartas.

Ao contrário do que muita gente poderia pensar, a equipa de MIT não foi a melhor equipa de contadores de carta que já passou por Las Vegas. O que os distinguia era o nível de “cromice”– os meses em treinos exaustivos em ambientes de confusão, o aprofundamento da linguagem de código, as verdadeiras incarnações de personagens (inclusive com BI falsos), a troca de jogadores quando seria óbvio que determinada aposta poderia indicar que estaria a contar cartas.

Tudo isto foi tão ou mais importante que saber contar cartas, pois os casinos ensinam o básico de  contagem de cartas aos seus croupiers assim como o conceito bet spreading (apostar baixo quando as cartas não são a favor do jogador e apostar alto quando as cartas favorecem o jogador). Deste modo, quando um jogador apostava significativamente o croupier simplesmente contava as cartas já dadas e percebia que o jogador estava a contar cartas e este era convidado a sair. De igual modo, começou a surgir bases de dados partilhada entre casinos que registavam os contadores de cartas.

A equipa MIT chegou a ter mais de 120 jogadores, contudo quatro jogadores destacaram pela sua excelente execução nos seus papéis:

andyAndy Bloch – que tinha o papel de observador – que contava as cartas na mesa de blackjack, esperando pelo momento crítico quando as cartas favorecem o jogador.

 

 

atiebylKatie Byl – que tinha o papel de controladora – fazendo apostas pequenas na mesa, e que confirmava a contagem de cartas do observador.

 

 

simondukachSimon Dukach  – Que tinha papel de grande apostador – esperava pelo sinal secreto da controladora (tipicamente o sinal era cruzar os braços na mesa de blackjack) para entrar no jogo e fazer grandes apostas tendo por base a contagem que é transmitida pela controladora.

 

mikeaponteMike Aponte – também tinha o papel de grande apostador. Após a equipa do MIT acabou por criar a equipa de contagem de cartas conhecida como os répteis. Os restantes três jogadores do grupo MIT acabaram por criar o grupo de contagem de cartas conhecido como os anfíbios que viajou por todo o mundo a contar cartas em vários casinos.

 

 

Entretanto, os Casinos de Las Vegas acabaram por chamar a Griffin Investigations porque pressentiam que algo estava errado com as receitas das mesas de blackjack. Esta agência começou por recolher informações dos jogadores que constantemente eram grandes vencedores no blackjack, nomeadamente suspeitos de contadores de cartas dos diferentes casinos de Las Vegas.mikebla

Rapidamente aperceberam que a maioria dos grandes vencedores, jogavam nos fim-de-semanas, partilhavam a idade típica de estudantes e no check- in do hotel davam moradas (falsas) mas quase sempre nas proximidades da cidade de Boston …

Com esta conclusão, as fotografias dos MIT Yearbook de MIT começou a fazer parte de todos os casinos de Las Vegas, o que tornou muito díficil aos jogadores do MIT poderem realmente a jogar nos casinos de Las Vegas. Mais tarde a lista de Griffin Investigations internacionalizou-se para vários casinos de todo o mundo terminando assim a equipa do MIT como contadores de cartas anónimos.

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